PÍLULAS DE CONHECIMENTO

O que é uma impressão digital e o que devemos ter em consideração

por MEDIAÇÃO INTELIGENTE

8 March 2021    •  5 minutos de leitura

A Internet é um recurso do qual já não podemos prescindir no nosso dia-a-dia. Mas apesar de todas as suas vantagens, significa também abdicar da privacidade e segurança das nossas informações pessoais. A chamada impressão digital é o rasto que deixamos com a nossa atividade e cujo conhecimento resulta em vantagens para as empresas. ¿O que devemos saber sobre ela?

O que é a impressão digital?

Em primeiro lugar, vamos deixar bem claro o que é exatamente a impressão digital. Quando usamos a Internet para nos conectarmos às redes sociais ou navegar nos motores de busca, fazemo-lo tal como se usássemos uns sapatos com tinta na sola. Ao andar, deixamos um rasto por todos os lugares onde estivemos, onde permanecemos mais ou menos tempo, aos quais voltamos com mais frequência porque nos agradam mais, etc.

Este piso pelo qual andamos é a Internet e a marca dos nossos passos é a impressão digital que inevitavelmente deixamos para trás. Estes registos têm as suas vantagens para o utilizador, mas estas vantagens são mais importantes para algumas empresas que, ao conhecer as preferências ou interesses do consumidor, podem vender melhor os seus produtos. Além disso, também são úteis para terceiros na obtenção de rendimentos económicos.

Como é recolhida esta informação

Todas aquelas ações que realizamos na internet ficam registadas, como é o caso da navegação ou a nossa forma de interagir. Este comportamento online que fica registado e recompilado inclui informações tais como as publicações, pesquisas, os dispositivos utilizados, o navegador e sistema operativo e a geolocalização, entre outros.

Mas isso não é tudo, os comentários realizados nas redes sociais, as aplicações utilizadas, as compras ou os registos de e-mail também passam a fazer parte de um histórico que pode ser armazenado e visto por outras pessoas.

Todos estes dados são frequentemente utilizados para fins estatísticos, os quais permitem a criação de um perfil específico de consumidor relevante para as empresas. Ao mesmo tempo, a utilização de uma página web deixa no nosso computador outro rasto ou cadeia de dígitos. Estes são os “cookies” um conceito muito popular hoje em dia.

O que acontece com eles? A informação que podem recolher já não é apenas para uso estatístico, pelo que a impressão digital cria um perfil completo com alguns dos dados acima mencionados, tais como sexo, saúde, compras realizadas e até mesmo estabilidade financeira.

Como estas se tratam de informações pessoais, os utilizadores exigiram um maior controlo sobre as mesmas por motivos de segurança e privacidade. E é por isso que qualquer empresa hoje em dia é obrigada a dar ao utilizador a opção de escolher a configuração.

Toda esta recolha de dados é o que conhecemos como Big Data. E dada a sua utilidade, muitas empresas optam por contratar pessoal especializado para analisar esta impressão digital. Desta forma, é possível gerar um perfil específico que permitirá uma abordagem mais próxima perante o utilizador.

Os riscos da impressão digital

As políticas de privacidade que quer as páginas web como as redes sociais nos permitem configurar fazem-nos acreditar que temos o controlo total sobre o que partilhamos ou como agimos; isto, é a nossa impressão digital.

No entanto, a realidade na Internet é bem diferente. Tudo está completamente interligado e a informação que é armazenada, publicada ou partilhada fica registada. Mesmo que a eliminemos, o prestador de serviços ainda tem acesso a ela. Além disso, os smartphones são agora um dos maiores fornecedores de informações pessoais. Uma vez que tudo está registado, é conveniente estar ciente de tudo o que é publicado ou partilhado.

Mas que ameaças o armazenamento de impressões digitais pode representar para os utilizadores? Os hackers classificam muito bem estas identidades de milhões de pessoas, uma vez que lhes permitem levar a cabo várias ações, tais como as seguintes:

Suplantação de identidade ou Phishing. Consiste em utilizar as fotografias para a criação de perfis falsos sem autorização. É algo cada vez mais frequente nas redes sociais, através do qual é obtida uma quantidade de informação de difícil acesso a partir de outros meios de comunicação.

Ataques a servidores. Enquanto o phishing é mais comum ao nível do utilizador, ataques a servidores ocorrem em empresas uma vez que estas podem dispor das impressões digitais de milhões de utilizadores. Dentro da segurança cibernética, o roubo desta informação não se trata apenas de uma responsabilidade civil ou criminal, mas também prejudica a imagem da empresa.

Fugas de dados. Este ataque cibernético tem como objetivo prejudicar a reputação de uma empresa extrair informações que possam ser de natureza sensível ou mesmo confidencial.

É possível apagar a nossa impressão digital?

Como simples utilizadores, torna-se complexo conseguir obter uma eliminação completa da nossa impressão digital. Não é apenas uma questão de apagar o que está nas redes, mas os registos que restam de todas as nossas ações.

Então, há alguma coisa que possamos fazer a esse respeito? A verdade é que sim, é possível. No mercado podemos encontrar diversas ferramentas, assim como profissionais que se dedicam a apagar todos os registos armazenados, embora normalmente estejam relacionados com os seguros e pessoas faleceram.

Outras soluções são o bloqueio da impressão digital durante a navegação, e de seguida deixamos-lhe algumas formas de o fazer:

– Os mais recentes sistemas operativos de marcas como a Apple oferecem mecanismos de proteção no seu navegador que conseguem partilhar o mínimo de informação do utilizador.

– Para aqueles que usam Windows ou Android, o navegador Firefox também tem uma opção para o bloqueio da impressão digital embora necessite de ser ativado.

– Instalar extensões. Navegadores como o Chrome permitem a instalação de extensões que oferecem proteção da impressão digital. Por outro lado, tornam as compras on-line mais difíceis.

– Bloqueio de rastreadores das aplicação. Por último, a impressão digital em dispositivos móveis é mais complexa, uma vez que as aplicações que são instaladas e que são gratuitas utilizam diversos rastreadores. É o que é conhecido como fingerprinting, e que permite continuar o rastreio inclusivamente quando os utilizadores tenham eliminado conteúdos do dispositivo. Estes dispositivos ajudam-nos a limitar a informação que é recolhida.

Se considerarmos que a Internet se baseia na partilha de informações, não deveríamos surpreender-nos que as informações pessoais também entrem em jogo. A busca pelo controlo de impressões digitais só agora começou, mas com a segurança como principal preocupação por parte dos utilizadores, não há dúvida que as medidas de proteção irão aumentar.

 

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